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Brasil diminui pódios e finais, mas equipe avalia Mundial como positivo


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Nicholas Santos, Bruno Fratus, Thiago Pereira e Etiene Medeiros mostram as suas medalhas (Foto: Satiro Sodré/SSPress)

Etiene Medeiros, Bruno Fratus e Nicholas Santos conquistaram medalhas inéditas. Thiago Pereira alcançou seu melhor resultado em Mundiais. Felipe França e o revezamento 4x100m livre masculino bateram na trave. A seleção brasileira viveu bons momentos no Mundial de Kazan. Ainda assim, o resultado geral da equipe, que perdeu Cesar Cielo no meio da competição, foi abaixo das expectativas. Em relação à última edição do evento, Barcelona 2013, houve uma redução na quantidade de pódios e finais. Números que, no entanto, não refletem o sentimento de comissão técnica e atletas. Para a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o país deixa a Rússia satisfeito com a experiência visando os Jogos do Rio e levando em consideração os Jogos Pan-Americanos de Toronto, disputados 15 dias antes.

– A gente está bastante satisfeito. O Brasil vem mantendo uma média, temos um time. Acho que os resultados que tivemos, a gente tem que analisar em bloco. Não dá para desvincular Toronto dessa participação em Kazan. Os resultados de lá continuam valendo para o ranking, para a nossa avaliação. E aquelas coisinhas que às vezes a gente não previu, ou previa algo melhor, que fugiram um pouco do esperado, vão ser tema de discussão e muito trabalho para as Olimpíadas do ano que vem – avaliou Alberto Pinto da Silva, o Albertinho, técnico da seleção masculina.

Composto por 25 atletas, o time do Brasil terminou a competição com quatro medalhas: três de prata e uma de bronze, o que significou o 14º lugar no quadro de medalhas da natação. Um pódio a menos que em Barcelona, quando a equipe levou dois ouros e três bronzes – sendo os dois ouros de Cielo – e ficou em 8º. Em Kazan, o campeão olímpico em Pequim 2008, que chegou com uma lesão no ombro, até chegou a disputar a prova dos 50m borboleta, mas após sofrer para passar pelas eliminatórias e terminar em sexto na final, acabou cortado. Sem as medalhas de Cielo, o Brasil também caiu de 8º para 13º no quadro geral de medalhas do Mundial de esportes aquáticos – além das quatro medalhas da natação, foram outras três nas maratonas aquáticas: ouro e bronze para Ana Marcela nos 25km e 10km, e prata nos 5km por equipe.

Neste Mundial, o Brasil também esteve representado por 10 vezes em finais. Em duas provas, foram dois brasileiros: 50m borboleta (Nicholas e Cielo) e 200m medley (Thiago Pereira e Henrique Rodrigues). Os atletas do país também estiveram nas decisões dos 50m peito (Felipe França), 50m costas (Etiene Medeiros), 50m livre (Bruno Fratus), 100m livre (Marcelo Chierighini), revezamento 4x100m livre masculino e revezamento 4x100m livre misto.

O número de finais ficou abaixo da meta. A ideia inicial da comissão técnica era igualar ou até mesmo passar as 12 disputadas em Barcelona. Mas, apesar de o objetivo não ter sido alcançado, um fator relevante foi levado em consideração pela CBDA: a disputa dos Jogos Pan-Americanos 15 dias antes do Mundial. Com exceção de Cielo, todos os outros nadadores da seleção participaram da ótima campanha de 26 medalhas em Toronto. Mais que pódios, a competição no Canadá foi destaque pelos bons tempos anotados. Marcas que poucos conseguiram repetir ou melhorar em Kazan.

– A equipe brasileira de natação evoluiu muito, isto é evidente. Mas ainda não temos dois times, assim como o Canadá também não tem. Tivemos que fazer dois eventos como Pan e Mundial e só temos um time. Às vezes, você tem que priorizar mais um evento para alguns atletas, para outros, o inverso. Foi uma situação nova dentro desse contexto. Fomos com o melhor time para as duas competições e a gente sai satisfeito  – completou Albertinho.

Dos 26 pódios do Pan, 22 nadadores ou equipes de revezamento medalhistas caíram novamente na água no Mundial de Kazan. Apenas em cinco delas, conseguiram melhorar os tempos. Nas outras 17, as marcas ficaram acima das de Toronto. O curioso é que em nove ocasiões, caso os atletas tivessem conseguido repetir a marca da competição no Canadá, ficariam entre os oito primeiro colocados em Kazan.

– Não vou mentir, eu fiquei bem cansado. O número de voos, viagens, a gente nadando forte de manhã e de tarde. Fiquei bem cansado – admitiu Leonardo de Deus, ouro dos 200m borboleta no Pan com um tempo que o colocaria em sexto na final da prova em Kazan.

Léo de Deus, inclusive, era um dos atletas que a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) contava que estaria em uma final, repetindo Barcelona, quando brigou por medalha nos 200m borboleta. A entidade também contava com uma final de Etiene nos 100m costas e uma medalha de Felipe França nos 50m peito, o que seria suficiente para igualar os números de 2013. Por outro lado, comemorou os feitos de Bruno Fratus e Nicholas Santos, que conseguiram suas primeiras medalhas, e principalmente o de Etiene Medeiros, que quebrou o tabu de nunca uma nadadora do país ter subido ao pódio.

Consolidação da equipe para o Rio 2016
Mesmo com os resultados um pouco abaixo do esperado, a comissão técnica e os atletas comemoram a consolidação da equipe brasileira de natação no cenário mundial. Mesmo sem a ajuda de Cielo, que tinha conquistado seis ouros nos últimos três Mundiais, o time conseguiu resultados importantes.

– Hoje, a gente não tem só o Thiago (Pereira), o Cesar (Cielo), o Nilo (Nicolas Oliveira). Agora, temos o Fratus que ganhou sua primeira medalha. A Etiene, que já criou uma casquinha, vem ganhando mais respeito – disse Albertinho.

– De todas as seleções brasileiras que eu já participei, essa é, sem dúvida, a que mais parece com um time mesmo, com uma equipe, e não apenas alguns atletas isolados. Isso é muito importante, isso é fundamental visando o ano que vem. Está cada um prestando atenção na evolução do outro. Isso é uma coisa muito gostosa de se viver. Todo mundo está crescendo junto, todo mundo quer crescer junto. Acho que é o que a gente tira de mais positivo dessa participação aqui de Kazan. É o nascimento do time de natação do Brasil. Eu estou muito feliz com isso – completou Bruno Fratus.

Também em relação aos Jogos do Rio, o Mundial de Kazan serviu para confirmar a classificação de quatro revezamentos em 2016: 4x100m livre masculino, 4x100m livre feminino, 4x200m livre feminino e 4x100m medley masculino. Apenas os revezamentos 4x200m livre masculino e 4x100m medley feminino não conseguiram ficar entre os 12 classificados, mas ainda podem buscar as quatro vagas restantes pelo ranking mundial.

– Um ponto positivo que alcançamos foi a classificação desses quatro revezamentos para as Olimpíadas de 2016. E os tempos dos outros no Pan podem ser fundamentais para a classificação – concluiu o diretor-executivo da CBDA, Ricardo de Moura.

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