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Facebook usa inteligência artificial e cria mapa de densidade e conexão


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Um projeto do Facebook está usando inteligência artificial para criar mapas detalhados que mostram a forma que as pessoas fazem para se conectar à Internet e, também, revela onde elas estão. O estudo foi desenvolvido pelo Connectivity Labs, que é uma seção do Internet.org – o projeto da rede social voltado a permitir que todas as pessoas do mundo possam acessar a web.

O objetivo do mapa de densidade do Facebook é descobrir qual a melhor tecnologia que pode ser usada em determinadas comunidades para melhorar a conexão em locais mais remotos, por exemplo.

O Facebook analisou mais de 350 TB de imagens de alta resolução, que continham mais de 21,6 milhões de km² de terreno. O resultado final foi um mapa com resolução de cinco metros de precisão do território de 20 países.

Isto foi possível ao aplicar tecnologias de visão de computadores às fotos, para identificar estruturas construídas como prédios e outros tipos de infraestrutura. Estes locais foram usados, então, como identificadores de onde as pessoas vivem, cidades e vilas. Os dados foram, em seguida, cruzados com informações de censos populacionais para checagem de conexões.

Inteligência artificial no Facebook

O uso da inteligência artificial passou por três passos relacionados ao processamento de imagens. No primeiro, foi usado um procedimento convencional para identificar áreas que contenham estruturas artificiais, o que descarta desertos, florestas e locais com muita água.

Em seguida, o algoritmo de reconhecimento de imagens do Facebook foi modificado para ser usado no projeto e ser capaz de identificar uma construção em uma imagem de satélite. Por fim, uma rede neural customizada foi criada para identificar o contorno das estruturas e diferenciar as áreas com maior e menor chance de conter vida humana.

Países mapeados

Os países pesquisados e mapeados são: África do Sul, Algéria, Burkina Faso, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Gana, Índia, Madagascar, México, Moçambique, Nigéria, Quênia, Sri Lanka, Tanzânia, Turquia, Ucrania, Uganda e Uzbequistão.

O grande desafio do projeto do Facebook é conectar a parte do mundo que vive em locais remotos e de difícil acesso. Algumas destas regiões são tão inóspitas que precisariam de tecnologias que ainda não foram criadas para poder acessar a Internet e, como cada área possui particularidades diferentes, a solução adotada para uma não pode ser usada em outra.

“Definir as especificações das tecnologias em que trabalhamos requer informações precisas sobre como as pessoas se conectam nestas áreas”, explicam os engenheiros do Facebook Andreas Gros e Tobias Tiecke.

A dupla, que escreveu um longo artigo no blog Code (code.facebook.com), do Facebook, apontam que redes de curto alcance como Wi-Fi são adequadas para áreas onde as pessoas moram perto umas das outras, mas são inúteis em regiões rurais, onde elas vivem a quilômetros de distância. Neste segundo caso, o mais adequado seriam redes de celular, móveis e de longo alcance.

Cabos, drones e satélites

Da mesma forma, entender como comunidades estão construídas ajuda a definir qual a melhor tecnologia de distribuição da rede. Um exemplo, segundo os engenheiros, seriam vilas distribuídas perto de um rio, que se beneficiariam de uma rede de fios terrestres. Por outro lado, um local onde as pessoas estão mais afastadas vai preferir uma solução aérea como drones ou satélites.

O projeto do Facebook está sendo feito em parceria com a Universidade de Columbia para criar um conjunto de dados populacionais completo. A intenção da rede social é disponibilizar todos os dados do estudo ainda em 2016.

 

 

 

 

 

 

fonte: Techtudo

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